por
Robson Holowatty
O
projeto "Escolasem Homofobia",
que discutia questões de gênero e sexualidade foi alvo de críticas
dos conservadores e teve sua publicação suspensa.
Se
na sexta edição do programa televisivo "A Fazenda”, Denise
Rocha tinha seus remédios, nas eleições 2018 Jair Bolsonaro tinha
seu “kit gay”. No ano de 2004, o governo decidiu lançar um
programa para combater a violência, preconceito e discriminação
contra os LGBT’s, o "Brasil sem Homofobia". Uma parte
desse projeto seria destinado aos professores para tratar questões
relacionadas ao gênero e à sexualidade. Nascia então, o projeto
"Escola sem Homofobia".
Porém
em 2011, quando estava pronto para ser impresso, os famosos
conservadores da sociedade e do Congresso Nacional iniciaram uma
campanha contra o projeto, dentre eles, nosso excelentíssimo atual
presidente. Nas acusações feitas, o "kit gay" (que acabou
sendo conhecido com essa expressão), era responsável por “estimular
o homossexualismo (sic) e a promiscuidade”. O governo caiu no conto
da carochinha e acabou com o projeto.
Passados
8 anos, chegamos no ano da eleição para Presidente da República, e
dentre os candidatos ao poder máximo, estavam Fernando Haddad (PT),
Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL). Mas afinal, o que as
eleições do ano passado têm a ver com o "kit gay"?
Há
exato 1 ano, Jair Bolsonaro (PSL) foi o entrevistado da rodada de
perguntas para os presidenciáveis do Jornal Nacional, da Rede Globo.
Em um momento da entrevista, o candidato mostrou o livro "Aparelho
sexual e Cia", dizendo que o mesmo fazia parte do seu famoso
“kit gay”, e que estava disponível nas bibliotecas das escolas
públicas do Brasil. Essa fala gerou uma tremenda repercussão,
afinal, faltou o bom senso.
Livro exibido por Bolsonaro faz parte de “kit gay”?
O
livro apresentado por ele não faz parte do projeto "Escola Sem
Homofobia", e nem sequer chegou a ser compartilhado com as
escolas. Motivo: foi vetado pelo governo em 2011. Fonte: Projeto
Comprova.
O
livro também não fez parte de nenhum programa do Ministério da
Educação (MEC), e foi desmentido pelo próprio MEC em nota oficial
na época dessa repercussão.
A eleição do "kit gay"
Uma
das bandeiras da campanha de Bolsonaro, se não a principal, foi
combater iniciativas como o "kit gay" e claro,
desestruturar toda a classe LGBT. E com o segundo turno, ele usou seu
"armamento pesado", vinculando esse material ao nome do
Fernando Haddad (PT), colocando ele como o criador e idealizador.
Em
entrevista à Rádio Jovem Pan, ele diz o seguinte: "O Haddad
era Ministro da Educação do governo Lula. Ele criou o kit gay.
Minha briga sempre foi contra esse material escolar. Não tenho nada
contra os gays. Quero que o gay seja feliz". Não é o que
parece...
Bolsonaro
insistiu diversas vezes em entrevistas que o "kit gay"
seria entregue a crianças. Porém, para quem estava ciente do
projeto, sabe que somente os alunos do Ensino Médio teriam acesso a
ele.
Mas afinal, o "kit gay" elegeu o Bolsonaro?
Sim!
Elegeu. Nunca se viu o Brasil tão conservador, tanto que nosso
Presidente é um extremista de direita e que está cegando essa parte
da população que votou nele. Sua manipulação, assim como fez
Hitler na época do Nazismo, é ardilosa, porém esperta. Sua equipe
de marketing e comunicação usou muito de dados para atingir seu
público e disseminar tal conteúdo. Bolsonaro, de bobo não tem
nada.
Bolsonaro e seu "kit gay"
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