Esteroides anabolizantes viram febre nas academias


Uso indiscriminado de anabolizantes traz riscos à saúde Foto: Danielle Cerullo


A percepção do aumento da prática de atividades físicas no Brasil é evidente e cada vez maior entre homens e mulheres nos grandes centros urbanos. São concentradas mais de 33 mil academias existentes no país, segundo dados da Associação Brasileira de Academias (ACAD). Os números colocam o Brasil como o segundo maior mercado fitness do mundo.
Qualidade de vida ou modismo? Eis a questão! A musculação é a atividade física do século, junto com ela, o comércio e uso de suplementos e anabolizantes viraram febre nas academias e prometem definição, resistência e aumento dos músculos num tempo mais curto; Praticantes e atletas despertam curiosidade e desejo e começam a aderir ao consumo dessas drogas por simplesmente verem resultados em um amigo, por ouvir falar ou opta por buscar na internet a forma de começar um ciclo e fazer o uso.
O que muitos não param para pensar são nos feitos colaterais a curto, médio ou longo prazo que poderão ser causados à saúde e, vale ressaltar, que a quantidade ingerida desses medicamentos deve ser autorizada pela ANVISA e prescrita por um médico especialista, segundo Dr. Marcos André Malta Dantas, especialista em Clínica Médica e Nutrologia desde 1982.

ENTENDA MELHOR SOBRE ESTEROIDES ANABOLIZANTES ANDROGÊNICOS
Qualquer droga que venha alterar os processos bioquímicos e fisiológicos dos tecidos e organismo humano pode ser considerada anabolizante e, por estar associado a vários tipos de conceitos pré-formados pela sociedade, é altamente indispensável a discussão e informação sobre os mesmos.
A palavra esteroide vem de um composto orgânico em uma estrutura não linear que desempenha o papel metabólico e hormonal, que é derivado da molécula de colesterol e tem uma estrutura de 17 átomos de carbono ligados por 4 anéis. Já a palavra anabolizante, se dá por favorecer o anabolismo (crescimento dos tecidos), proteínas, multivitamínicos. A prática de qualquer atividade física que contribua para o aumento dos tecidos leva ao anabolismo e, por fim, a palavra androgênica, que se refere às características próprias do sexo masculino, principalmente as ligadas ao hormônio testosterona.
Seus efeitos no organismo diferem de uma droga para outra, podendo ser intensa ou menos intensa, o que difere o remédio do veneno é a dosagem e a duração do seu uso, assim como qualquer outro medicamento; quedas de cabelo, infertilidade, impotência sexual, aumento do clitóris, aparição de acnes, insônia, câncer, variações de humor, diminuição da libido, dependência, dentre outros efeitos poderão aparecer se o indivíduo fizer o uso indiscriminado de anabolizantes.
Foto: Damir Spanic
Por isso a importância de fazer uma terapia pós-ciclo, “a mal conhecida” (TPC). Esse tratamento faz com que os efeitos colaterais diminuam ou nem se manifestem no organismo, pois ela vem acompanhada de várias medicações que poderão amenizar os prejuízos causados na saúde do fígado, repondo os hormônios, já que o corpo para de reproduzir naturalmente por não achar necessário durante algum tipo de ciclo e vitaminas, que estão nesse protocolo de tratamento, como vitaminas C, D e E. 
O praticante de atividade física e amante desse estilo de vida terá que investir em dinheiro e saúde através de suas escolhas, seja pelo uso de esteroides anabolizantes, seja pela TPC, seja por todo acompanhamento com nutricionista, nutrólogo e exames, compras de toda a medicação que, relativamente, possuem preços elevados, segundo o professor de musculação que não quis ser identificado “todo o protocolo deverá ser seguido para que hajam resultados satisfatórios e a saúde não fique ainda mais comprometida”, afirma o mesmo.

VALE A PENA VOCÊ SABER:
De acordo com pesquisas, existe também o uso clínico de esteroides anabolizantes. Há relatos que, na antiguidade, os órgãos sexuais eram utilizados para o tratamento de impotência e aumento da libido, a indicação terapêutica clássica está associada ao hipogonadismo (deficiência de testosterona) e deficiência no metabolismo proteico, sendo indicados também no tratamento de osteoporose, crianças com deficit de crescimento, anemias, pacientes com HIV, câncer e recuperação de queimaduras, ou seja, todo o anabolizante tem sua aplicabilidade na medicina.
Com todas as tentativas em alertar ou controlar o comércio, o uso indiscriminado é uma realidade, seja para fins estéticos ou melhor desempenho nas atividades e competições, principalmente em atletas de fisiculturismo. É necessário fugir do mercado negro e dos remédios de procedência perigosa e nunca se automedicar.
A expressão esteroide anabolizante androgênico não pode ser considerada um “palavrão” e deve ser sempre um tema discutido de forma aberta e concisa nas escolas, faculdades, em casa e entre amantes de atividades físicas e profissionais da saúde, para que haja informação e conscientização sobre os prós e contras, afinal, construir um corpo é um compromisso vitalício que deve ser praticado dia a dia com persistência.
Não há atalhos para um “shape bonito”, deve existir um trabalho árduo combinado com um sistema inteligente de treinamento, nutrição e acompanhamento médico, como ressalta o especialista Dr. Marcos André Malta Dantas.



Escrito por Renata Souza

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