Aumenta o número de idosos que quebraram o fêmur no Brasil

Ao se levantar da cama, perdeu o equilíbrio e caiu. Esther Rodrigues Baldow, de 100 anos, quebrou o fêmur. A filha dela, Glória Maria Baldow, 63, viu a mãe caída no chão, fez atendimento de primeiros socorros e quando percebeu que o caso era mais grave ligou para parentes que conseguiram acionar o Corpo de Bombeiros Militar para o resgate. Esther mora com a filha há mais de 25 anos em São Mateus, no Norte do Estado e a queda ocorreu em fevereiro de 2018.

No hospital, precisou fazer uma cirurgia e ficou internada por 10 dias. Por mais que o percentual maior não previa uma sobrevivência, principalmente por conta da idade, a cirurgia foi um sucesso. Durante os quatro primeiros meses, Esther pôde contar com o apoio das cuidadoras e de uma enfermeira, além de ter acesso ao médico que fez a cirurgia. Hoje em dia, ela faz fisioterapia para ajudar no equilíbrio.


Esther Rodrigues Baldow comemorando 100 anos junto com a filha Glória Maria Baldow. Foto: Arquivo Pessoal

Ela tem muita força na perna. Damos banho com ela em pé segurando na barra de segurança, e consegue com a ajuda do andador caminhar um pouco, com supervisão. Mas às vezes por um momento de distração ela aparece andando sozinha, disse Glória Maria.

Esther não foi a única idosa internada por causa da quebra do fêmur no Brasil. Dados do Ministério da Saúde apontam que em 2018 houve cerca de 65 mil internações, cerca de 180 por dia, 18,20% a mais do que em 2015, que foram cerca de 53 mil. As idades que mais quebraram o fêmur em 2018, foi entre 71 a 80 anos, com 46.601 internações e 34.155 pessoas com idade entre 81 a 90 anos.

De acordo com o ortopedista e traumatologista Gustavo Pimentel, este aumento se dá principalmente por causa do envelhecimento da população. “A população está envelhecendo de forma geral e isso causa uma fragilidade óssea gerando as fraturas de fêmur”, conta.


Fêmur é o osso mais longo do corpo humano e está localizado na coxa. Foto: Yodiyim
Por mais que o idoso tenha uma vida ativa, esclarece Gustavo Pimentel, a osteoporosedoença silenciosa que deixa os ossos frágeis e quebradiços –, chega para todos, principalmente nas mulheres pós menopausa. Dessa forma, a melhor maneira de prevenção é fazendo o diagnóstico precoce e buscar o tratamento indicado como a reposição de cálcio, vitamina D, sol diário e atividades físicas.

As fraturas são mais comuns em idosos a partir dos 80 anos, principalmente porque a osteoporose atinge de forma mais lenta os ossos longos. Quanto mais idade, menor a capacidade de adaptação a situações estressoras ao organismo, ou seja, possui o maior risco de doenças, internações, infecções e quedas.



Daniela Barbieri, médica geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Espírito Santo. Foto: Arquivo Pessoal
É o que afirma Daniela Barbieri, médica geriatra e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Espírito Santo, as quedas têm relação com inúmeros fatores do envelhecimento normal e do envelhecimento patológico, como alteração visual e auditiva, lentificação de reflexos, uso de medicamentos, perda muscular, doenças articulares, tontura e mal controle de doenças”,



A PREVENÇÃO COMEÇA NA INFÂNCIA
Além dos cuidados que precisam ter quando já é idoso, a melhor maneira de evitar doenças crônicas como a osteoporose e consequentemente as fraturas dos ossos é na infância.


Listamos alguns hábitos que vão permitir uma vida mais longa e saudável:
-Boa ingestão de leite e derivados;
-Prática regular de exercícios;
-Não fumar;
-Evitar excesso de álcool e cafeína;
-Expor-se ao sol;
-Avaliação médica regular;
-Evitar dietas muito restritivas.


Escrito por Matheus Zardini
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