por Mariana Rangel
“Na questão de tecnologia 4.0 hoje, não só o profissional de moda, mas desde a costureira de fábrica – que é uma modelista – ou o diretor de uma marca estará vulnerável ao futuro, que irá cobrar habilidades de quem saiba sobre tecnologia e inovação e robótica. Mas o que querem de mais importante em uma pessoa, é a inteligência emocional para conquistar o cliente para lidar com os robôs. A palavra de ordem da moda hoje é empatia.” – Carolina Mesquita (Colunista e Influencer).
A abertura do Vitória Moda deu-se nesta segunda-feira (23) no auditório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) em parceria com SEBRAE, associado ao SESI e SENAI e ao Instituto Rio Moda – representado pela consultora de moda e colunista social, Claudia Louzada –, e trouxe a empreendedora e influencer Patrícia Brazil para ministrar sobre as novidades da tecnologia na era da 4ª Revolução Industrial.
| José Carlos Bergamin (vice-presidente) da Findes com Patrícia Brazil. (Foto: José Augusto Tovar)Adicionar legenda |
Com base em pesquisa de tendência há dez anos, Patrícia realiza, principalmente em Dubai, trabalhos de empoderamento feminino com empresas do segmento. Mas afinal, para entender este processo, ela trouxe conceitos do Analógico ao 5g que criou uma grande expectativa do que seria visto durante a feira do Vitória Moda Ano 12, no espaço Ilha Buffet do Clube Álvares Cabral, e “é o que há”, a era da tecnologia exposta ao público capixaba diante do que já estamos vivendo.
A evolução e a revolução do universo da moda para empresas, profissionais do setor e toda cadeia produtiva, com o conceito de moda consciente, identidade local, respeito às diferenças, sustentável e acessível à realidade, traz a revolução, que vem, desde a inovação ao plantio de algodão, colheita, produção, processamento, transporte, uso e descarte. E tange a importância da tecnologia implantada por empresas desenvolvedoras de softwares para evitar desperdícios na cadeia produtiva com métodos que cancelam ou minimizam o impacto ambiental.
Portanto, visando a importância de globalizar as oportunidades impactando pessoas, o projeto relevante de Patrícia, “Ela Sonha Ela Faz”, conta com uma plataforma de empreendedorismo disponível para mulheres com mentoria, cursos, escola online para mulheres tirarem projetos do papel. Além disso, o “ESEF” é um evento presencial que fala sobre carreira, empreendedorismo e internet, que trabalha com as principais executivas para falar sobre construção de carreira, com empreendedoras e influenciadoras digitais que mais faturam em diferentes formatos.
Num momento onde a moda tem uma mudança na questão do 5g, principalmente como a sociedade consome certo produto, é importante entender como o início da primeira era industrial onde nem o aço, nem as ferrovias, mas a criação das lojas de departamento influenciou a forma de consumo. Cujas lojas do século 19 ofereciam uma explosão repentina de produtos sobre um único teto que transformou o ato de fazer compras.
Desde o catálogo à venda a distância (criada em 1870), o qual ditava a moda da corte europeia substituída pelo e-commerce. Mas, que ditava a classe europeia, e de como a corte se vestia. Diretamente influenciada por forma de catálogo.
Um exemplo dentro deste processo de evolução é John Wanamaker, o pai da publicidade moderna, também investidor em anúncio de uma página inteira, em 1979, e criador do título: “Metade do dinheiro que é gasto com publicidade é jogado fora, o problema é que não sei que metade é essa”. Isso no passado. Hoje ele saberia devido ao acesso aos dados e localização geográfica do público.
Uma das ideias de Wanamaker foi a lista de casamento, para levar pessoas à loja através de outras pessoas, em 1800, assim como o show room (casa montada), que contavam com espaços decorados pronto para o público consumidor, onde ele fazia fortunas, além de sua invenção do parcelamento com venda a crédito, com a invenção do cartão de crédito. Estratégias que vieram da era analógica, onde o consumir era facilmente manipulado por meio do impresso.
Afinal, o que muda com a entrada da tecnologia 5g na era da 4ª revolução industrial é a criação de robôs criados por humanos que já estão caminhando nas ruas (algo que não está tão longe de nossa sociedade), além da conectividade, a capacidade do atendimento veloz de acordo com o perfil do cliente, por meio da captação de dados desenvolvidos pelo sistema de inteligência artificial.
Que não seja de assustar, mas apenas uma preparação da humanidade do que veremos daqui a dez anos ao nosso redor, que são os robôs caminhando pelas ruas.
“O que nos diferencia dos robôs é a capacidade humana de pensar e criar.” Afirma Patrícia.
Hoje, por meio de sites, aplicativos de Smartphones e Iphones esta inteligência já está sendo aplicada, sem que muitas pessoas percebam. Uma tecnologia já usada por empresas e empreendedores que não desejam ficar presos ao passado e pretendem fazer a diferença para acompanhar a evolução dentro de diversos setores.
Exemplos desta revolução já são vistas na Ásia e em lojas de Dubai, potências que já estão implantando máquinas que preparam desde a escolha de roupas até produtos de beleza (maquiagens) apenas por meio de aplicativos simuladores por meio de uma tela. Uma novidade que define a compra do cliente atual, usando apenas a tecnologia a favor também foram as novidades vivenciadas e ministradas por Patrícia.
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Editorial de moda “Eu amo os anos 80” com Carolina Mesquita. (Foto: Vagner Rezende).
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Em palestra o vice-presidente da Findes disse: “Nós precisávamos evoluir. O mundo mudou, o consumidor mudou, os valores e as propostas de valores são outras. Exemplo disso, da Tendência à Essência, da Cópia à Originalidade, do Exclusivo ao Inclusivo, da Produtividade à Sustentabilidade, onde o EU está mais presente naquilo que manifesto. Só o homem consegue transformar e fazer muito pouco, por meio de base variável, muito sintética, muito pequena. Sem ter medo da tecnologia, e das inteligências artificiais, porque somos insubstituíveis”. – José Carlos Bergamin.
Em uma exclusiva com Patrícia Brazil, frisando os desafios enfrentados pelos empreendedores e influencers dentro do cenário da moda, coube-se saber o que será aproveitado do mundo analógico dentro de uma nova era, operado pela tecnologia.
“A essência das marcas. Não porque a tecnologia chega com tanta mudança que vamos falar: (meu posicionamento era para falar com uma mulher de 60+ e agora porque sou tecnológico eu não quero mais esse público), a curva de audiência da rede social que mais cresce, são as pessoas acima de 50 anos, são pessoas que já tem um pouco mais de tempo, para assistir tv como segunda tela, mas estão sempre no celular, então não adianta as marcas acharem que, porque a tecnologia está trazendo tanta mudança, precisamos mudar o nosso posicionamento, mudar o nossopúblico-alvo e mudar a essência da marca. O que fica é a essência, um DNA e um posicionamento construído permanece ao longo dos anos e de todas as eras. O que precisa ser adaptado é a maneira como se lida com o cliente e como o cliente é impactado, pois o que fica é a essência da marca" - Patrícia Brazil.
A moda do analógico ao digital
Reviewed by Equipe Integra
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13:30
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