por Daniel Louzada
Nessa
matéria, você vai conferir a história de vida de uma pessoa que
foi usuário de drogas e usou o esporte como uma das ferramentas para
sair desse mundo de dependência e escravidão.
O
contato de Ademilton com as drogas começou quando era ainda jovem,
por volta dos seus 18 anos de idade, ainda de maneira lícita por
meio do álcool, era o modo que ele encontrava a felicidade. Com o
passar do tempo, o organismo passou a criar resistência em relação
à quantidade que consumia diariamente algo que, segundo ele, não é
notado por quem está consumindo.
O
vício o fez cair em uma decadência total, em todos os campos de sua
vida principalmente na área familiar, por esse motivo, ele chegou a
sair de casa deixando para trás seu filho – que na época tinha 12
anos de idade –, e sua esposa, que foi a responsável por “segurar
a barra”, cuidando dos afazeres de casa e das crianças.
Sentir a sensação de bem-estar como sinto ao pedalar, deve e pode ser experimentado por todos
Aos
37 anos, já dependente do álcool, a cocaína se tornou mais uma
droga a ser consumida por ele, a madrugada era rodeada por bate papo
com pessoas que hoje ele considera como “influentes”. A
dependência química ocasionou a perda do cargo comissionado que
possuía em seu trabalho devido às constantes ausências sem
justificativas.
A
recuperação
Após
perceber que já não tinha forças para sair do mundo das drogas,
ele decidiu pedir ajuda na empresa em que trabalhava, e prontamente
recebeu apoio dos colegas de serviço sendo encaminhado para uma
clínica para início do tratamento.
Mesmo
terminando o período de tratamento e voltando para casa, Ademilton,
morando sozinho em seu apartamento, se viu afundado na depressão e
em um profundo desespero, ao ponto de não querer sair na rua por
achar que as pessoas iriam ficar olhando para ele após perder 15
quilos.
Foi
a partir desse momento que o apoio da família, principalmente da sua
esposa e da sua irmã que, unidas pela fé em Deus, eram as únicas
pessoas que aceitavam recebe-lo em casa, entre idas e vindas e muitos
aconselhamentos, o convenceram a mudar de vida.
A
prática do ciclismo
Como
forma de consolidação da sua saúde física e mental, encontrou na
bicicleta uma sensação de bem-estar. Trazendo a ele muita
satisfação, além de garantir uma sensação de liberdade. “A
bike faz parte da minha vida hoje, e eu posso falar com propriedade,
depois da história de vida que tive, sentir a sensação de
bem-estar como sinto ao pedalar, deve e pode ser experimentado por
todos”, ressalta Ademilton.
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| Foto: Acervo Pessoal |
Dentre os percursos realizados por ele, alguns merecem destaque:
Itacibá
x Anchieta (84 km ao todo, esse foi o pedal mais longo realizado por
ele).
Pedalada
do Imigrante (Subindo de Santa Leopoldina a Santa Teresa – 28 km de
subida).
Itacibá
x Jardim Limoeiro (Local de trabalho – 28 km ida e volta).
O poder dos esportes no combate e prevenção às drogas
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