por Laura Leitte
Para Sumika, o sucesso de uma boa proposta pedagógica especial deve ser desenvolvido tanto nas salas de aula como no trabalho colaborativo. “Precisamos de professores especializados dentro das salas de aula, que é o professor regente, mas também é de suma importância o trabalho de contraturno. Esse é o atendimento educacional especializado com professor especialista, com cuidadores, com toda uma equipe e com a articulação com da família”, concluiu.
A
educação inclusiva pode ser entendida como uma concepção de
ensino contemporânea que tem como objetivo garantir o direito de
todos à educação. Ela pressupõe a igualdade de oportunidades e a
valorização das diferenças humanas, contemplando, assim, as
diversidades étnicas, sociais, culturais, intelectuais, físicas,
sensoriais e de gênero dos seres humanos. Implica a transformação
da cultura, das práticas e das políticas vigentes na escola e nos
sistemas de ensino, de modo a garantir o acesso, a participação e a
aprendizagem de todos, sem exceção.
De
acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), a educação
especial constitui-se numa modalidade de ensino que visa garantir o
direito à educação aos alunos com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento ou altas habilidades/superdotação, na
rede regular de ensino, em salas de recursos ou no atendimento
itinerante, nos Centros de Apoio à Pessoa com Deficiência, em
classes hospitalares e atendimento domiciliar. Essa modalidade
educacional é a quarta das 20 metas estabelecidas pelo PNE.
Em 2011, a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) lançou o documento “Diretrizes da Educação Especial na Educação Básica e Profissional para a Rede Estadual de Ensino do Espírito Santo”, que tem como objetivo orientar a implementação de uma política de educação especial no sistema estadual de ensino, visando à organização de escolas que valorizem as diferenças como fator de enriquecimento do processo educacional, a fim de favorecer a transposição de barreiras para a aprendizagem e favorecer a participação dos alunos com igualdade de oportunidades.
Em 2011, a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) lançou o documento “Diretrizes da Educação Especial na Educação Básica e Profissional para a Rede Estadual de Ensino do Espírito Santo”, que tem como objetivo orientar a implementação de uma política de educação especial no sistema estadual de ensino, visando à organização de escolas que valorizem as diferenças como fator de enriquecimento do processo educacional, a fim de favorecer a transposição de barreiras para a aprendizagem e favorecer a participação dos alunos com igualdade de oportunidades.
As
diretrizes da Sedu para a educação inclusiva contêm a garantia da
matrícula, permanência e aprendizagem em uma educação de
qualidade a todos os alunos, independentemente de suas condições
físicas, intelectuais e linguísticas.
Também faz parte do plano estadual a valorização e respeito às diferenças, com atendimento educacional especializado que deve integrar a proposta pedagógica da escola, envolver a participação da família e ser realizado em articulação com as demais políticas públicas. Esse conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos deve ser prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular.
Também faz parte do plano estadual a valorização e respeito às diferenças, com atendimento educacional especializado que deve integrar a proposta pedagógica da escola, envolver a participação da família e ser realizado em articulação com as demais políticas públicas. Esse conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos deve ser prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular.
Em
entrevista concedida à Assembleia Legislativa do Espírito Santo, na
reunião da Comissão de Educação, a subgerente de Educação
Especial da Sedu, Sumika Freitas, apontou que a formação contínua
do estudante e a qualificação dos professores da educação
inclusiva são os principais desafios. “Os desafios referem-se ao
acesso dos alunos às escolas, na sua permanência e na qualidade do
serviço oferecido. Principalmente porque cada deficiência exige uma
metodologia pedagógica específica”, relata.
De acordo com a subgerente, o momento atual é o de mapear o território e conhecer quem são os sujeitos da educação especial. “89% das escolas regulares estaduais recebem estudantes com deficiência e transtornos globais de desenvolvimento, altas habilidades e superdotação. Isso desafia o trabalho, disse Freitas.
A escola como instituição social tem como tarefa a transmissão e a veiculação de saberes e práticas para todos. Por meio das relações de diálogo e da criação de vínculos e tendo a diversidade como valor, trabalha no sentido de romper com a lógica da exclusão e da homogeneização. Nessa perspectiva, são pressupostos que o processo de aprendizagem de cada criança é singular, que toda a criança aprende e que todas são importantes para o processo de construção de conhecimento no ambiente escolar.
De acordo com a subgerente, o momento atual é o de mapear o território e conhecer quem são os sujeitos da educação especial. “89% das escolas regulares estaduais recebem estudantes com deficiência e transtornos globais de desenvolvimento, altas habilidades e superdotação. Isso desafia o trabalho, disse Freitas.
A escola como instituição social tem como tarefa a transmissão e a veiculação de saberes e práticas para todos. Por meio das relações de diálogo e da criação de vínculos e tendo a diversidade como valor, trabalha no sentido de romper com a lógica da exclusão e da homogeneização. Nessa perspectiva, são pressupostos que o processo de aprendizagem de cada criança é singular, que toda a criança aprende e que todas são importantes para o processo de construção de conhecimento no ambiente escolar.
Os
avanços nos marcos legais são inegáveis e apontam para a
necessidade de mudar a escola para além de modelos normativos que
são geradores de exclusão. A Declaração
de Salamanca (1994) tem
como diretriz que “as escolas regulares com orientação inclusiva
constituem os meios mais eficazes de combater atitudes
discriminatórias e que alunos com necessidades educacionais
especiais devem ter acesso à escola regular”.
Para Sumika, o sucesso de uma boa proposta pedagógica especial deve ser desenvolvido tanto nas salas de aula como no trabalho colaborativo. “Precisamos de professores especializados dentro das salas de aula, que é o professor regente, mas também é de suma importância o trabalho de contraturno. Esse é o atendimento educacional especializado com professor especialista, com cuidadores, com toda uma equipe e com a articulação com da família”, concluiu.
Segundo
dados da Comissão de Educação Estadual, 7.500 estudantes com
deficiência são atendidos nas escolas públicas no Espírito Santo.
Desses, 92,7% frequentam a escola regular. Quando se trata do
atendimento educacional especializado, no estado apenas 40,4% de
alunos são acompanhados pelas famílias.
A
educação inclusiva é uma necessidade pedagógica que, por vezes,
nasce da necessidade de alunos que dependem de uma educação
especializada.
Para continuar por dentro deste tema, nossa repórter Josi Miosi foi conhecer de perto um projeto que nasceu dessa necessidade e que vem garantindo esse direito aos seus alunos. Acesse aqui!
Para continuar por dentro deste tema, nossa repórter Josi Miosi foi conhecer de perto um projeto que nasceu dessa necessidade e que vem garantindo esse direito aos seus alunos. Acesse aqui!
A educação inclusiva diz respeito a todos
Reviewed by Equipe Integra
on
10:18
Rating:
Reviewed by Equipe Integra
on
10:18
Rating:

Nenhum comentário: